...também pôs a eternidade no coração do homem (Eclesiastes 3:11)
O capítulo 3 do livro de Eclesiastes traz uma das mais célebres passagens sobre a natureza humana. Fala do tempo do homem. Mostra a nossa limitação com relação ao tempo. Que existem coisas que podemos e outras que não podemos mudar. Mais adiante, na segunda parte do verso 11, o autor entra num assunto mais profundo do que aparenta. A palavra original traduzida como “eternidade” dá uma ideia de olharmos para frente num tempo em que não conseguimos alcançar (de tão distante). A mesma ideia pode ser identificada só que olhando para trás. O coração humano sente medo quando não consegue medir as possibilidades, quando encontra algo que está acima de sua compreensão. Olhar para frente e não ver o final. Não se pode planejar, ou criar metas, o fim está tão distante... Nossa preocupação natural com o futuro gera ansiedade. Pensamos que passamos tão pouco tempo nesta terra que este vazio para o passado e futuro é angustiante.
Como um ser finito, com poucos anos de vida pode entender tudo isto? A obra de Deus é tremenda, como podemos arrazoar sobre isto? Quando olhamos para estes dois extremos trememos. Mas se nos paramos entre o espaço que existe entre os dois pontos. Esqueçam as duas direções! E se olharmos este vácuo que existe no meio... o que pode repousar ali? Agora começo a entender... este espaço só pode ser preenchido por Deus. Não consigo nada, tão grande, que possa completar ou preencher. Parece que realmente existe um espaço em minha vida que só pode ser completado por Ele. E enquanto não aceitar isto, continuará este vazio. Continuarei com esta ansiedade...
É Senhor, em minha vida... ocupa Seu lugar.
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